sexta-feira, 25 de julho de 2014

Campeonato Mundial de BMX 2014 tem transmissão ao vivo no portal Red Bull Bike

Campeonato Mundial de BMX 2014 tem transmissão ao vivo no portal Red Bull Bike

Os principais nomes do “BMX Racing”, modalidade olímpica desde 2008, já estão em Roterdã, na Holanda para o Campeonato Mundial UCI de BMX 2014 acontecerá entre os dias 26 a 27 de julho. 

O evento reunirá cerca de 2.500 pilotos, incluindo a seleção brasileira de ciclismo BMX formada por seis atletas: Renato Rezende, Miguel Dixini, Rogerio Reis, Priscilla Carnaval, Anderson Ezequiel e Júlia Alves, além de outros ciclistas brasileiros avulsos que competem na categoria Challenge.

O site oficial do evento é http://www.wkbmx.com.

Para esta prova, os brasileiros fizeram uma preparação especial no Centro de Treinamento da UCI, em Aigle, na Suíça.  Os atuais campeões mundiais são os favoritos na competição: o britânico Liam Phillips e a australiana Caroline Buchanan, que conquistaram os títulos mundiais de 2013 na Nova Zelândia.

transmissão ao vivo das baterias finais acontece neste domingo (27), no Red Bull BIKE, a partir das 9:20 da manhã, no horário brasileiro.
LINK DA TRANSMISSÃO: http://win.gs/1pFDHui 

Sobre Red Bull Bike 
O site Red Bull Bike busca promover a cultura da bicicleta no Brasil. Mais do que um portal de notícias, o Red Bull Bike visa amplificar o interesse no uso da bicicleta no país, por meio de atualizações diárias de conteúdos exclusivos e inéditos. A Red Bull é uma referência global na geração de conteúdo esportivo e cultural, por meio dos canais de skate, surfe, automobilismo, música e arte, assim como promotora de eventos únicos, como por exemplo o Red Bull Rampage. Fique sempre por dentro do Red Bull Bike - baixe o aplicativo para seu iPhone e Android.

Mais informações: www.redbull.com.br

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Etapa Rainha - Os FORTES terminam a Santiago de Compostela , os BRUTOS chegam até Finesterre

"Em Compostela, a sensação de que está faltando alguma coisa nos motivou a pedalada até Finisterre, Fisterra em galego língua falada na Galícia além do Castelhano.

Circuito maravilhoso com marcação impecável, a melhor de todo Caminho de Santiago. Saímo com temperatura amena, passamos por frio, calor e chegamos com tempo nublado. Pedalamos em trilhas pedregosas, estradinhas bem conservadas, algumas asfaltadas, outras de terra batida, quase sempre sob árvores, num ambiente de exuberância da natureza. Não podemos esquecer o empurra bike em subidas acentuadas sobre pedras soltas de todos tamanhos. 

Em Negreira, nossa primeira parada para o café da manhã, o pessoal do Café muito simpático, fez-no crer que acertamos na decisão de ir à Finisterre, porque, segundo eles, o Caminho de Santiago termina lá e não em Compostela. Após o chocolate quente e um enorme croissant, prosseguimos a pedalada. Em Finisterre encerramos nossos pedais pelo Caminho de Santiago e retornamos à Compostela de busão. 

Agradeço ao professor Arnaldo o convite para participar, inicialmente com as esposas por um maravilhoso cruzeiro pelo Mediterrâneo, e da aventura inesquecível pela Via de la Plata. O companherismo durante todos estes dias que passamos juntos foi fantástico. Para todos vocês que tiveram a paciência de acompanhar nossa epopéia por solo espanhol, um grande abraço e obrigado!" - finaliza Gilmar Duarte.

"Nada melhor que terminar mais essa façanha ciclistica em minha vida, foi chegar até o "fim do mundo", ou seja, chegar ao pequeno povoado de Finesterre, o local verdadeiro do fim do Caminho de Santiago de Compostela. Foi a cereja do bolo.

Na companhia do Gilmar, com toda sua experiência de vida e pessoa bem sucedida na vida e no esporte, me vez rever muitos conceitos que tinha como verdadeiros, uma lição de vida mesmo.

Claro, que vocês podem estar certos que no ano que vem tem mais: quem sabe o Caminho Português. Quem viver e pedalar verá!" - conclui feliz, realizado e agradecido o Professor Arnaldo, editor chefe da " Nóis na Fita A TV!".

Fotos da Etapa Rainha - Os FORTES terminam a Santiago de Compostela , os BRUTOS chegam até Finesterre

Etapa 14 Vitória conjunta - Silleda a Santiago de Compostela

"Hoje podemos dividir o pequeno trajeto que fizemos, de Silleda a Santiago de Compostela, em 2 trechos bem distintos. O 1º, de Silleda a Ponte Ulla, foi muito legal com trilhas em vegetação fechada, descidas sobre pedras, um pouco de barro e travessia de pistas alagadas. Não faltou adrenalina e emoção. Foi ótimooooo! 

Já o 2º trecho, de Ponte do Ulla a Compostela, foi principalmente por estradas asfaltadas sob sol e com temperatura acima dos 30º C." conclui Gilmar Duarte

Nada mais apropriado para definir essa ciclo viagem pelo Caminho "Via de la Plata" de Sevilha a Santiago de Compostela do que o ditado: A união faz a força. Foi esse lema que nos guiou até Compostela nesses mais de 1.200 quilômetros de pedal ininterrupto em 14 etapas sem descansar um único dia, sob sol escaldante de 40 graus no sul da Espanha e um frio animal de 12 graus nas montanhas da Galícia, etapa final do caminho até Santiago.

Posso afirmar com toda segurança, que com a companhia e principalmente, com toda sinceridade, se não fosse pelo apoio do Gilmar, eu teria muito mais dificuldades para concluir esse duro percurso, bem mais difícil do que o Caminho Francês, que pedalei ano passado desde Saint Jean Pied de Port." - termina a façanha o Professor Arnaldo.

Fotos da Etapa 14 Vitória conjunta - Silleda a Santiago de Compostela



terça-feira, 22 de julho de 2014

Etapa 13 Perdidos e perrengues em Compostela - Allariz a Silleda

Nem o sol de brigadeiro e temperatura mais alta salvou a pele dos intrépidos ciclo peregrinos rumo a Santiago de Compostela.

"Caramba! Essa perreginação tem mais cara de Rally mesmo. Hoje deveria ser um percurso de 68 km inicialmente, ou seja de Allariz a Castro Dozón, mas uma informação equivocada no nosso Bici Map, fez com que fossemos obrigados a pedar mais 25 km até Silleda, local exato do Hostal que buscávamos.

Só que lá pelo km 40 um dois meus pedais epeciais Crank Brother arrebentou e a pedalada ficou bem mais difícil, lembrando que carragava dois alforges com uns 6 quilos cada um.

Como se não bastasse, por falha na interpretação das setas amarelas mal sinalizadas, demos um perdidos de 10 km. Assim, acabamos por pedalar 103 km, chegando a Silleda as dez horas da noite, pois haviamos saido mais tarde para escapar do frio da manhã.

Concluindo, mais um dia de perrenge nessa bici perebrinação muito doida, que não afetou o ânimo do Gilmar" - completa o Professor Arnaldo.

"Diferentemente dos dois últimos nebulosos dias, hoje pedalamos pelo trajeto mais bonito até aqui sob céu azul, sol e temperatura amena. Foram muitos vilarejos bem cuidados, muitas trilhas e os trechos com asfaltos eram em vias secundárias estreitas e arborizadas. Enfim, um dia que deixará lembranças ótimas.

Fotos da Etapa 13 Perdidos e perrengues em Compostela - Allariz a Silleda


domingo, 20 de julho de 2014

Etapa 12 Hipotermia foi pouco - A Gudiña a Allariz

"Talvez, pior do que um calor de 40 graus dos infernos de Sevilha até Zamora, não seria os 12 graus, um frio e uma chuvarada maldita dos céus de Puebla de Sanabria a Allariz na Galicia" by Professor Arnaldo

"Hoje passei pela experiência mais terrível desde que comecei a pedalar. No início do trajeto, após uma subida de alguns quilômetros, havia uma descida com extensão de 7 km e inclinação de 7%. 
A temperatura estava abaixo de 12º e chovia. A medida que descia, freiava cada vez mais e o frio aumentava. 


Lembrei-me da situação que passei mais frio na minha vida que ocorreu durante o serviço militar, quando acampei em Vila Maria, vilarejo próximo à Campos do Jordão durante o inverno. O frio doía e o sargento gritava que o soldado era superior ao tempo e que não sentia frio.  Posso assegurar que hoje senti mais frio. Quando o peito começou a doer, iniciei os exercícios respiratórios que aprendi com a fisioterapeuta do HCor e, aos poucos, senti uma melhora. Continuei descendo, cada vez mais devagar. Veio uma placa informando que restavam 3 km de descida e eu não via a hora de chegar lá embaixo. 

Finalmente uma placa informava que havia um posto de gasolina a 500 metros. No posto, quando desci da bike e o chão parecia fugir dos meus pés. Tive que apoiar-me e esperar algum tempo até conseguir me movimentar. 

Alongamento, chocolate quente, café fervendo e pedaço de bolo proporcionaram a recuperação. Após o susto, percebi o erro cometido por me submeter àquela situação sem a vestimenta necessária. Eu estava mal agasalhado para enfrentar aquela descida." - Finaliza Gilmar Duarte.



"hipotermia ocorre quando a temperaura corporal do organismo cai abaixo do normal (35°C), de modo não intencional, sendo seu metabolismo prejudicado, como foi o nosso caso. Se a temperatura ficar abaixo de 32°C, a condição pode ficar crítica ou até fatal. Temperaturas quase sempre fatais, são aquelas abaixo de 27°C e creio que por alguns minutos atingimos essa condição.

Por isso, no tarde de ontem, comprei uma camisa de algodãop de manga longa, que certamente salvou a minha vida no descidão até Verír, na Provincia de Ourense na Galicia.


Está sendo minha primeira experiência pedalar com alforges, um incoveniente e tanto para manobras mais radicais, ou até mesmo um bom equilibro sobre a bike. Não vejo a hora de chegar a Santiago de Compostela e irmos sem estes malditos alforges até Finisterre, 

O nome desta cidade litorânea deriva da expressão latina finis terrae, isto é "fim da terra". O cabo Finisterra, que se estende a sul-sudoeste da vila, situada cerca de 100 km a oeste de Santiago de Compostela, é considerado por muitos o verdadeiro fim do Caminho de Santiago, havendo muitos peregrinos que após visitarem Santiago e a sua catedral, continuam a peregrinação até ao extremo do cabo, que será nosso caso". encerra a conversa de hoje o Professor Arnaldo.

Fotos da Etapa 12 Hipotermia foi pouco - A Gudiña a Allariz