quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

3º dia – Rodeio a Doutor Pedrinho – Circuito do Vale Europeu – SC

Última atualização em 05-01-10 às 17:30

Passado o “perrenge” de percorrer dois trechos recomendados do circuito em um único dia, que literalmente fritou os meus miolos, graças aos 40 graus de temperatura, neste 3º dia e 4ª etapa do percurso oficial, saímos de Rodeio em direção a Doutor Pedrinho. Pode-se notar que o desafio da vez foi vencer os primeiros 8 km com uma ascensão de 650 metros.

Aqui se inicia a subida para a parte alta do Circuito, destinada a quem tem mais preparo físico e espírito aventureiro. Este é o trecho com a mais longa subida de todo o Circuito, são 8 km logo no início do dia. Boa parte dessa subida é sombreada pela mata. No meio da subida, há uma parada estratégica para descanso, contemplar o caminho dos anjos e observar o cristo. Alguns quilômetros mais adiante está a entrada para a famosa Cachoeira do Zinco.

Como prova que a galera da Categoria Pró não estava para brincadeira, o Professor Arnaldo, concluiu o trecho em 1:26h, sendo que 2 minutos foram reservados para ajuste do equipamento no inicio do percurso, conforme comprova os dados em seu GPS.

1ª seleção de fotos by Professor Arnaldo:



No percurso, diretito a banho de cachoeira, devidamente registrado em vídeo:



2ª seleção de fotos by Professor Paulo Nunes (O Pato):



3ª seleção de fotos by Victor Moussawir (O Vitão):

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

2º DIA = Pomerode a Indaial - até Rodeio – Circuito do Vale Europeu – SC

Atualizado 05/01/10 (17:00)



Dados preliminares dos dois trechos percorridos em um único dia:

81,7 km percorridos
Velocidade máxima: 50,1
tempo 5:55 h
Média: 13,8 km/h

Sol às 15:00 39 graus


A fim de provar de que ao 55 anos a teimosia tomou conta do Professor Arnaldo, ele com o grupo resolve percorrer dois dias em um.

Isso, porque a galera como um todo já se considera PRÓ, apesar de os dois grupos terem objetivos diferentes. Então, está reservado para hoje, 67 km somados ao 10 km de deslocamento, a mixaria de 87 km da mais pura adrenalina e deleite.

Em tempo: apesar dos sábios conselhos do professor Helio Souza da HE Treinamento Esportivo, O Professor Arnaldo entende que pedalar é preciso, mesmo que no período de descanso, pois segundo ele, daqui a uns 30 anos, este vovozão irá abandonar o Mountain Bike e descasar até a próxima encarnação.

Cicloturismo dois em um:

Com atraso os dois grupos partiram de Pomorode com destino a Indaial e em seguida a Rodeio.

O destaque neste trecho são as pontes, começando pela charmosa ponte dos arcos, ainda em Indaial.

Uma vez na estrada, cruza-se uma ponte coberta por telhado, prática comum trazida com os primeiros imigrantes, para proteger o madeiramento.

Há também uma ponte pênsil, de uma característica impar, ou seja, piso em tabuas presas por cabos e estreita o suficiente para a passagem de um carro de cada vez. Um semáforo indica o fluxo dos veículos. Não é necessário cruzar a ponte para continuar no circuito, mas é bastante divertido fazê-lo de bicicleta e a vista do rio é muito bonita. Se estiver no meio da ponte quando o fluxo de veículos se inverter não se assuste, basta encostar a bicicleta no canto e esperar que os carros passem.

Veja agora o video da passagens dos bikers da Categoria Pró, gentilmente cedido pelo nosso companheiro Paulo Nunes (o Pato):



Seleção de fotos A:



Seleção de fotos B:



Despedida da família do meu camarada Arnaldo Fagundes de Brasilia:

Estado e Municípios de Santa Catarina respeitam os ciclistas


Durante a viagem de São Paulo até Timbó – SC foi possível observar que em Blumenau, Timbó e Pomerode, nas principais ruas de cada cidade é coberta por ciclovias e ciclofaixas.

Inclusive, quando o trânsito é muito intenso e existe condição técnica, numa parte da calçada, existe uma ciclofaixa para uso da bicicleta como meio de transporte, fazendo jus ao uso mais democrático deste veículo ecologicamente correto.

Veja que beleza:

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

1º DIA = Timbó a Pomerode – Circuito do Vale Europeu – SC


Não sei se você está acostumado, mas em toda viagem de aventura, em que as pessoas não se conhecem, leva-se pelo menos o primeiro dia para afinar as orientações. Então, o combinado para sair às 07 horas não se cumpriu. A “bandeirada de largada se deu passado às nove da manhã, em frente da sede do Vale das Águas (Fundos do Restaurante Thapyoca), local em que se retira a credencial de Biker-Peregrino.

Passado os primeiros desencontros, os oito pedalantes conseguiram se agrupar de verdade a três quilômetros do ponto de partida.

Finalmente, depois de uns 8 km “terra a vista”; a alegria dos bikers estava feita. Neste ponto se definiu dos dois grupos: Vitor, Paulo e Professor Arnaldo, Categoria Pró. Os casais Iramaia e Osvaldo, Steven e Patrícia, Categoria Sport. Explico, os primeiros estavam a fim de “socar a bota” e os da Categoria Sport, curtir o visual, tirar fotos e tomar banho de rio, coisa que fizeram na primeira oportunidade.

Atenção, subida!
No km 29 uma subida curta de 2 km, que confesso foi de doer, ainda bem que demos um bom descanso antes.

Uma das coisas mais relevantes deste primeiro dia, foi o cenário deslumbrante: rios, cachoeiras, belas casas de veraneio ao estilo europeu, tudo para "encher os olhos" de qualquer ciclo-turista.

O Rei Sol “fritando os miolos”
Por incrível que pareça, eu mesmo, acostumado a grandes competições de maratona (coisa de 100 km em média), chequei a Pomerode “pelas tabelas”, tamanho o cansaço, tive tomar, rapidinho uma “Cueca-Cuela” de 600 ml bem geladinha.

A família do cicloturista Arnaldo. Do outro Arnaldo:
Voltando um pouco no tempo, antes da largada, conheci a família do Arnaldo, é isso mesmo, do Arnaldo de Brasília, um grande ciclista, que veio com a esposa, Sra. Sandra e seus três filhos: Hugo, Tales e Amanda, munidos de alforjes, dispostos a fazer o circuito em 7 dias, sem qualquer tipo de apoio. Isso que é atitude.

Então, veja o depoimento dado pela família do meu “chará”, muito bacana de assistir:

A família do cicloturista Arnaldo. Do outro Arnaldo:
Voltando um pouco no tempo, antes da largada, conheci a família do Arnaldo, é isso mesmo, do Arnaldo de Brasília, um grande ciclista, que veio com a esposa, Sra. Sandra e seus três filhos: Hugo, Tales e Amanda, munidos de alforjes, dispostos a fazer o circuito em 7 dias, sem qualquer tipo de apoio. Isso que é atitude.
Então, veja o depoimento dado pela família do meu “chará”, muito bacana de assistir:



Em tempo: vale a pena hospedar-se na Pousada Blauberg, capitaneada pelo Neto, um amante das bikes e por conseguinte, amigos dos bikers,que além de apresentar acomodações de primeira, dá um atendimento exemplar.

sábado, 26 de dezembro de 2009

(2a. edição) FÉRIAS! ¡VACACIONES! Circuito Vale Europeu – Santa Catarina - BR

O Blog do Professor Arnaldo não nem nas férias (vacaciones).

Atualizado em 27/12/09 (20:30h)


Claro, que todos merecem umas boas férias, mesmo que seja a trabalho, pois o compromisso contigo e apresentar atualizações diárias.

Portanto,¡No llores por mi Argentina!, porque estou indo para o...


Adios Pampa mía, me voy a Santa Catarina:


Circuito Vale Europeu – Santa Catarina - BR


A região onde passa o Circuito possui belíssimas paisagens e uma natureza bem preservada, com muitas áreas de Mata Atlântica ainda intocadas. Nas partes mais altas há também as imponentes araucárias, típicas do Sul do Brasil. A presença da água é um dos destaques deste roteiro, além de ser uma das áreas com maior concentração de nascentes do país, são inúmeras cachoeiras, rios e riachos pelo caminho.

Outro aspecto interessante do Circuito é a marca da cultura européia que se manifesta fortemente nos hábitos e tradições da população. A imigração, inicialmente alemã, seguida da italiana, é visível em muitos aspectos como a arquitetura, a gastronomia, a música e os esportes.

Durante as pedaladas, o cicloturista poderá, por exemplo, observar a arquitetura Enxaimel, proveniente do sul da Alemanha, provar vinhos e queijos produzidos com a tradição italiana e entrar em contato com o modo de vida simples e tranqüilo das pessoas do campo.

A tradição do ciclismo é também um dos traços da cultura local. Diariamente, famílias inteiras utilizam a bicicleta como meio de transporte. Por isso, o cicloturista é encarado com muita naturalidade e encontra uma ótima receptividade.

Além do Circuito a ser percorrido de bicicleta, a região possui diversas opções e infra estrutura turística para a prática de outros esportes de aventura, como rafting, rapel e caminhadas.

AMANHÃ, 28/12/09 COMEÇA UMA NOVA AVENTURA DO PROFESSOR ARNALDO E SEUS DILETOS AMIGOS!

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

CET (Cia. de Engenharia de Tráfego) monitora ciclovia ao domingos.

A equipe PEDAL LEVE TEAM, registrou em fotos, flashes do percurso da ciclovia monitorada pela CET em um belo domingo de sol.

Embora, não seja uma solução ideal, pois o ciclista deveria ter o direito de usar a bike como meio de transporte, já que esse circuito é só para lazer, pelo menos é uma iniciativa que merece aplausos.

Então, faça como o garotinho, pegue sua bike, e pare com essa história de ficar de bobeira em casa nas manhãs de domingo.

Curta agora, algumas fotos gentilmente cedidas pela PEDAL LEVE TEAM:

¡BUENAS FIESTAS! & ¡FELIZ AÑO NUEVO!

¡Hola mi distinguido lector!:

Yo, Profesor Arnaldo, como articulista hace años del sitio ATIVO.COM, me siento en el derecho de ofrecerte como también mío, el mensaje que ahora te presento:


Además de eso, la imagen del deportista trepando la montaña es increíble,¡no!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

RENATA FALZONI registra em video abertura da Ciclovia MARCIA PRADO


RENATA FALZONI registra em video abertura da Ciclovia MARCIA PRADO que dá acesso de bike até o litoral paulista.

"A jornalista Renata Falzoni é a pioneira no Brasil da vídeo-reportagem - formato onde uma pessoa grava, entrevista e conduz as gravações. Renata é também defensora das duas rodas no país há anos, fundadora dos Night Bikers. Juntando tantas qualidades, apresenta o programa "Aventuras com Renata Falzoni - viajando em cima da bike."
Fonte: http://espnbrasil.terra.com.br/renatafalzoni

Neste último sábado, dia 19 de dezembro, a nossa querida Renata Falzoni, uma das mais brilhantes ativistas pelo direito do uso da bike como meio democrático de transporte, testemunhou, registrando para todo o sempre, video que demonstra de maneira clara e sucinta, o quanto é ainda cercado de perigos, pedalar pelas ruas de Sampa.

No entanto, assim que grupo de ciclistas pedalou os 6 km pela Rodovia Imigrantes, até poder acessar O Parque Estadual da Serra do Mar, os mesmos foram recebidos por Lafaiete Alarcon, gestor do parque,que deu a feliz noticia:

- Estamos aqui dando total apoio para um evento em memória da Marcia Prado. O sonho dela era ter uma rota ciclo-turística ligando o planalto ao litoral. Nós estamos liberando esta "estrada de serviços"; hoje você pode descer a serra, os 26 km pela estrada de serviço.

O nome da Ciclovia foi dado em memória de Marcia Prado, que acabou por perder sua doce vida, ao ser atropelada por um ônibus, na Avenida Paulita, meses atrás.

Ainda, não se pode deixar de mencionar o intenso esforço do ciclo-ativista André Pasqualini da bicicletada.org em prol da mesma causa.

Agora, viva a emoção deste registro memorável para nós ciclistas neste VIDEO produzido pela grande Renata Falzoni!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Caminho da Fé: Da paz interior à sabedoria de saber parar!. 7ª edição - Por Paulo Ribeiro - Recife (5º e último DIA )

5º DIA (07/12)– SERRA DOS LIMA – OURO FINO 27,29 Km

Acordei com o dia chuvoso, tomei meu café bem cedo como havia combinado com D. Natalina, e muito solicita cumpriu com a parte dela. Como havia dito antes e sem sol, ainda estava escuro às 06h30minh. Impensável isto por estas bandas.

Organizei as coisas resignadamente, ainda coloquei um pouco de gelo no joelho, cobri os alforjes com as capas próprias e a pochete e o alforje de guidão improvisei com sacos plásticos. Despedi-me de D. Natalina e seu esposo e segui viagem objetivando pernoitar em Borda da Mata/MG.

Aquele dia realmente não era para pedalar, no horizonte só se via o movimento da chuva caindo de um céu escuro carregado de nuvens pesadas. Que desalento, o solo escorregadio impregnado de barro que grudava nos pneus. Um cenário definitivamente que começava a derrotar meu compromisso em vencer as adversidades naturais do Caminho e as intempéries do tempo, estas, que eu não contava serem tão duras.

Em dado momento comecei a olhar em volta do caminho e via as casas de sitiantes e pensei, “Se começar a realmente ficar inviável pedalar hoje, talvez eu venha a ter que pedir asilo enquanto a chuva não diminui”, lembrei de alguns trechos do livro “No guidão da Liberdade” do Antonio Olinto, em que ele passou por situações um pouco semelhantes na Europa, ainda bem eu não tinha também o frio ao meu desfavor. Em resumo, só não “pedi para sair” porque não tinha a quem fazê-lo.

Mais à frente, estacionei embaixo de um galpão pertencente a uma igreja, e lá coloquei uma abraçadeira para fixar o pára-lama dianteiro que não resistia às pancadas da roda nas valas criadas no caminho em razão dos veios d’água criados nas descidas dos morros. Surgiu um tratorzinho que estacionou próximo a mim, analisei bem se havia a possibilidade de ele me “resgatar” até a cidade próxima, no caso Barra, mas não tinha como a magrela seguir em “segurança”. Terminado o pequeno reparo segui em frente até chegar à Pousada do Tio João, local de registrar mais um carimbo na minha credencial, fui recebido por uma senhora muito prestativa, uma típica vovó gorduchinha de cabelos brancos que lembrou a nossa inesquecível D. Benta no nosso grandioso Monteiro Lobato, que me ajudou a procurar uma mangueira para dar um banho na magrela e tirar o barro que cobria e emperrava tudo que era necessário mover na magrela. Depois de bem uns quinze minutos em busca de uma mangueira na pousada que ela não residia, mas disse ser de sua própria filha acabamos nos dirigindo a casa em frente e lá um casal de anciões nos forneceu uma mangueira e puder “revitalizar” a magrela.

Depois da credencial devidamente carimbada, caramanhola reabastecida, e bike lavada, segui viagem até um ponto alertado pelos moradores com os quais conversei naquele dia. Eles chamam de brejo, eu havia sido alertado que há alguns dias nem o ônibus local que faz o transporte das crianças para a escola tinha condições de ali passar, mas recentemente, mas naquele fim de semana um trator da prefeitura havia no local e diminuído o barreiro. Eu poderia chamar ao invés de brejo, de “minha segunda queda psicológica”, após ter superado aquele primeiro momento de “tropa de elite”, agora enfrentaria um trecho plano, mas extremamente escorregadio, mas muito escorregadio mesmo. Eu usava um tênis Timberland que dispensa comentários acerca de sua qualidade e durabilidade. Depois de alguns poucos metros os tênis apresentavam um círculo de barro em volta, parecia que eu havia pisado numa forma de fazer pão ou uma massa qualquer na cor marrom avermelhada, a bike apresentava uma crosta em volta dos pneus que os impediam de fazerem seu movimento natural. Resultado, tive que retirar o pára-lama dianteiro que havia consertado pouco antes para amenizar a dificuldade em fazer a bike seguir caminho. A bike se tornou meu cajado.

Mais à frente, em uma descida também bastante escorregadia, com a bike praticamente travada do barro prendia as rodas ao garfo e ao bagageiro, surgiu uma camionete daqueles de transporte de galões de leite, um senhor vinha ao volante e não me fiz de rogado, pedi carona até a cidade mais próxima, no caso Crisólia, no que fui gentilmente atendido, botei a bike na carga juntamente com os alforjes e entrei na “boleia”. Seguimos ainda pela estrada de barro por um pequeno trecho até chegar ao asfalto. Agradeci da parte mais profunda do meu coração por aquela carona curta mas extremamente providencial, aliviei a carga minha bike com os alforjes e pedi, por mais uma vez, a ajuda a uma senhora que observava aquele ET que pousou em sua rua, provavelmente pousar não seria o termo mas emergiu do solo tamanha a quantidade de barro que carregava consigo e numa espécie de máquina que lembrava uma bicicleta.

Depois de um banho de mangueira tanto na magrela como em mim mesmo, segui para o restaurante da Zeti, onde fui recebido pela mesma, e lá obtive mais um carimbo na minha credencial, registrei minha passagem por lá, em um livro próprio, e almocei tomando, salvo engano, de dois a três copos de suco de laranja. Depois de uma boa conversa sobre minhas agruras no trajeto até Crisólia, entre outros assuntos importantes, como o descenso do glorioso Sport Club do Recife com outros frequentadores do restaurante, segui viagem desta feita pelo asfalto mesmo até Ouro Fino/MG. Já estava me resignando pela inviabilidade de terminar o Caminho naquelas condições de tempo e físicas.

Ainda percorri cerca de seis quilômetros até Ouro Fino, e na entrada avistei a enorme imagem do Menino da Porteira, e nem acenei para ele e me pus a adentrar na cidade que é razoavelmente grande. Passei na frente da Casa do Peregrino, pousada destinada aos peregrinos do Caminho que posteriormente em seu site vi que possui uma excelente estrutura, mas obviamente naquele momento, para mim, estaria fechada com cadeado e sem aviso onde procurar alguém que pudesse abri-la ou dar informações se estava em funcionamento. Acabei por já encontrar a saída da cidade, mas por mim eu havia parado por aquele dia, a chuva não parava um instante e não havia a menor perspectiva de seu término. Acabei encontrando o Hotel Caiçara, um antigo hotel com mobiliário também bem original mas conservado, sendo recebido pela minha “terceira queda psicológica e final”, acredito que se tratava de um dos proprietários do hotel, que me recebeu à altura do tempo que fazia lá fora, me senti a b.... do cavalo do bandido, mas não me encontrava em condições nem físicas nem psicológicas para buscar nova acomodação, eu simplesmente queria parar. Deixei a magrela no estacionamento interno do hotel, coberto por um telhado de chapas de alumínio e segui para meu minúsculo quarto com banheiro privativo.

Desaguei as tralhas tomadas pelo barro embaixo da pia do banheiro, tomei meu banho, chupei minha última laranja de Vargem Grande, comecei minha sessão de gelo no joelho, e comecei a me convencer que o melhor que eu tinha a fazer era parar. Não desistir, mas parar e quando falo em parar e não mais seguir em frente naquelas condições mas em uma nova oportunidade em que a possibilidade de frente fria tão severa não se fizesse tão presente, e me recuperar do joelho machucado. Caminhei pela cidade, conheci a gruta do supermercado peg-pag, mas não posso dizer que mudou muito meu estado de espírito, às vezes temos falsas impressões ou expectativas positivas que não se correspondem acerca das pessoas.

Depois em busca de uma lan house, confirmei que a medida mais sensata era essa ao ver que no Clima Tempo a perspectiva seria ainda de mais três dias de chuvas naquela região, então as estradas do Caminho estariam ainda com muito barro solto e escorregadio propícios a quedas de barreiras, a tombos e escorregões o que poderia realmente trazer sérios problemas ao joelho ferido e inchado, além de poder encontrar algum trecho submerso por algum rio. Refleti que não sou nenhum atleta que esteja tentando superar seu limite nem precisava provar nada a ninguém ou ainda completar aquele percurso significasse prover a minha família de algum tipo de segurança. Alterei a data do meu retorno no site da companhia aérea, tomando mais um prejuízo pela alteração da data mas como se diz por aqui, “o que é um p.. para quem já está todo c.....”, comprei minha passagem na rodoviária Ouro Fino – Campinas, saindo às 09h50min, chegando por volta das 14h00.

À noite jantei numa pizzaria em que o proprietário é o mesmo da Casa do Peregrino e o alertei que era de bom tom que se deixasse algum aviso de como entrar em contato com alguém caso a Casa estivesse fechada. Ele gostou da idéia e trocamos informações a respeito de “minha estória” até a chegada de seu estabelecimento, renovando minhas impressões de alguns trechos mal cuidados do Caminho e da péssima recepção no Hotel Caiçara.

Comprei no comércio um novo par de sapatos, o mais simplório possível, deixaria meu “Timberland” encharcado e impregnado de barro de lembrança ao pessoal do Caiçara.

No hotel, após o jantar, lavei as tralhas no Box do banheiro deixando boas marcas de recordação a simpática equipe de proprietários. Descansei assistindo a TV de imagem comprometida e sem controle remoto e adormeci.

Ao acordar, tomei café da manhã até que razoável, por que não!?? Assistindo ao noticiário sobre as fortes chuvas que caiam na Capital São Paulo. Paguei minha conta de R$30,00, montei minhas tralhas e fui pedalando até a bicicletaria da cidade, onde lá me despedi e desmontei a fiel e castigada companheira.

Peguei um táxi até a rodoviária, onde o taxista me ajudou a levar a magrela até o setor de embarque e aguardei pacientemente o momento da minha partida. No caminho até Campinas muita chuva o que de certa forma me confortava da minha acertada e difícil decisão.

Em Campinas, almocei na praça da alimentação da própria rodoviária, deixei a magrela no guarda-volumes e peguei um táxi e me instalei numa pousada nas proximidades, pousada esta que acredito servir também de “abatedouro” das mocinhas disponíveis do local, mas como a proposta era só descansar até a hora do vôo, 23h27minh, estava muito bom, tomei um banho, descansei, comecei a ler um livro que comprei na rodoviária e que falava sobre a vida do místico “Padre Cícero”.

Novo táxi até a rodoviária, resgatei a magrela no guarda-volumes, e peguei um transfer até o aeroporto de Viracopos, trajeto bem servido da constante chuva.

No aeroporto, nova absurda taxa de cem reais para transportar a bike desmontada e embalada, fato que me levará a uma ação no Juizado Especial Cível haja vista parecer formulada pela Gerência Regional da ANAC do Rio Grande do Sul
(http://www.gmancuso.com.br/tracks/anac/cobranca_indevida.pdf).
Vôo de retorno tranqüilo, táxi que me levou até minha residência avançou um sinal na madrugada o que ocasionou um bom susto, mas enfim por que não uma última adrenalina nos momentos finais!?

Por fim, garanto que foi uma das experiências mais marcantes e gratificantes da minha vida, por estar desacompanhado de alguém, mas, com certeza de algo que me protegeu nos momentos críticos da jornada, tive oportunidade de realmente conversar comigo mesmo, de cantar, de me confortar, de me dar coragem, de rir das minhas trapalhadas e agruras, enfim, valeu tanto a pena que estarei retornando em outubro de 2010, saindo de Recife no dia 02 e chegando a Aparecida no seu dia 12.

Espero, de esta feita conseguir arregimentar alguém daqui e quem sabe me fazer acompanhar de uma pequena equipe pernambucana, quiçá ter a primazia de ser a primeira dessas plagas. Quanto às fotografias do último dia, não tive condições de fazer os registros do intenso aguaceiro que caía e que fatalmente iria comprometer o bom funcionamento da câmera. Agradeço por fim, a paciência, disponibilidade dessa pessoa admirável, que ainda não conheço pessoalmente, mas que já é uma das pessoas que guardo em meu coração pelo exemplo de vida que através do esporte faz sua mensagem de altivez, solidariedade, propagar nesse plano em que vivemos. Valeu, Professor!!

Caminho da Fé: Do sufoco à paz interior!. 6ª edição - Por Paulo Ribeiro - Recife (4º DIA )


4º DIA (06/12)– ÁGUAS DA PRATA – SERRA DOS LIMA 46,51 Km

Acordei em um belo domingo e fui atrás do meu café da manhã, mas não tive muita sorte em localizar um local próximo para energizar a máquina que iria dar propulsão a bike. Não queria perder muito tempo e decidi sair sem tomar café. Comi algumas bananas desidratadas que havia trazido e água. Organizei as coisas e aí começou verdadeiramente a minha habitual rotina.

Somente pela manhã percebi que o pneu traseiro estava com uma parte desfiando ou rasgando como preferirem. Acredito que na manutenção da véspera o mecânico não encaixou corretamente o pneu no aro e com a pressão ele começou a rasgar. Tentei manter contato com a bicicletaria que havia feito aquela “caca”, mas sem sucesso, o celular disponibilizado estava desligado, era domingo!

Decidi seguir viagem assim mesmo, isto já por volta das 08H, mais um dia de sol e belíssimas fotos. Sempre será assim neste grandioso Caminho, a equação perfeita, dia de sol=imagens inesquecíveis.

Após cerca de 31 km cheguei a Andradas, onde carimbei a credencial em um bonito hotel, almocei por indicação em um restaurante próximo, União, pedi um filet a parmegiana acompanhado de macarrão para energizar.

A meia porção que pedi foi bem servida. Senti-me bem deslocado, um cara de quase dois metros, sozinho, sujo de barro, com uma bike cheia de alforjes, pedindo almoço em um domingo de uma cidade pequena também não acho nada apropriado diria, acho que o ET de Varjinha seria menos bizarro.

Bem, era assim que me sentia. O joelho super inchado e com a ferida sem ter tempo para cicatrizar me fazia parecer um fugitivo do ano de 2012.

Depois de um picolé de fruta segui viagem até a Pousada da Dona Natalina após vencer a Serra dos Lima, a minha segunda serra do Gran Slam.

A Serra dos Lima se divide em parte 1 e 2, segundo duas garotas que vinham dela e com as quais obtive informações. Após vencer a primeira parte empurrando a magrela descansei em uma área construída e destinada para que caminhantes e ciclistas, por assim dizer, descansem à sombra de uma mangueira. Nesta área há um banco de cimento e vi que já haviam vários caroços de manga espalhados. Contentei-me com minha segunda laranja colhida em Vargem Grande.

Segui viagem e completei a segunda parte da Serra dos Lima.
Ao descer uma ladeira fui alertado por um dos homens que bebiam e jogavam sinuca em uma bodega que eu havia passado pelo local onde se carimbava a credencial. Perguntei se ali era a Pousada de Dona Natalina que logo confirmaram. Retornei e fui recebido pela própria Dona Natalina e seu esposo, ambos, muitíssimos cordiais e atenciosos. A pousada compreende ao menos quatro quartos, sendo dois com beliches e dois com cama de casal. Fiquei com uma cama de casal e usei o outro quarto para organizar as tralhas. Há ainda uma sala de jantar e uma outra salinha onde há uma pequena televisão de 14”.

Após o sempre esperado banho de final da jornada diária, fui com o esposo dela em seu fusca até uma parte mais alta próximo a um cafezal ligar para minha família e reportar que estava bem e que já havia parado de pedalar por aquele dia.
Depois já municiado do habitual saco com gelo fui assistir a final do brasileirão em que ocorreu o que todos já sabiam...
No jantar uma boa e farta comida caseira.

Após a janta, mais gelo no joelho e fazer um balanço de como foi o rendimento do dia e as expectativas para os dias seguintes. Reli relatos de outros bikers além do guia do Olinto. Calculei que nos próximos dias deveria cumprir uma meta maior de pouco mais de 50 km para ter possibilidade reais de completar o percurso até a sexta-feira (11/12/09). Tinha consciência que seria bem difícil com aquele joelho inchado e lanhado, mas deveria seguir em frente até onde eu achasse que teria condições para tal. Detalhe é que pouco antes de chegar à pousada começou a chover e até então assim se mantinha com uma boa quantidade de água. Resignado com o dia chuvoso que se anunciava fui dormir.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Caminho da Fé: Da dura realidade ao sufoco!. 5ª edição - Por Paulo Ribeiro - Recife (3º DIA )


3º DIA (05/12)– SERRA DA FARTURA (SÃO ROQUE) – ÁGUAS DA PRATA – 29,95 Km
Depois de mais uma boa noite de sono, na verdade eu acabei dormindo com a luz acesa do quarto de tão relaxado que estava, e aí acordei também meio perdido no horário. Diferentemente da região nordeste, corroborado pela ausência do horário de verão, lá já temos sol raiando por volta das 04h30m e se pondo por volta das 17h45minh. Na região da Mantiqueira, eu estava acordado às 06h e nada de sol. Por isso que se costuma sair por volta das 08h, coisa que eu achava muito tarde.

Organizada as tralhas, e depois de um café razoável, pus-me na estrada, não sem antes me despedir de todos e agradecer profundamente pela excelente acolhida.

Minha primeira trapalhada do dia foi logo na descida da pousada foi ter deixado cair uma caramanhola (squeeze) que estava no bolso de um dos alforjes. Deixei a bike próxima da porteira e retornei para pegar.

Mais à frente, já percorrido algumas boas subidas e descidas para aquecer os músculos, percebi que a mesma caramanhola havia caído novamente. Pensei comigo, “Calma faz parte seu imbecil!”. Retornei mais uma vez só que de quebra acabei me confundindo no caminho, por sorte encontrei um fusca com dois senhores que estavam entrando em uma propriedade, perguntei qual o caminho da Pousada da D. Cidinha, apesar de falarmos em português se tornou meio complicado porque eles para me darem a resposta eles queriam saber ora para onde eu estava indo ora de onde eu estava vindo, será que para fazer os cálculos de física mecânica?

Mas antes de completar minha irritação diante de complicada resposta para uma pergunta tão simples, estabeleceu-se a referência que eu deveria atravessar um mata-burro, será que essa designação de passagem teria algo haver comigo?

Enfim, após passar o mata-burro, sem nenhum arranhão, decidi deixar a bike numa parte alta do caminho e seguir a pé mesmo para não ter que empurrá-la na volta. Já começava a questionar se valia a pena tamanho esforço, mas nessa jornada água realmente é um bem bastante precioso chegando a conclusão, “se você quer agradar um peregrino, ofereça-o água”. Finalmente avistei a bendita caramanhola, ainda na propriedade da D. Cidinha, havia caído um pouco depois do lugar onde eu a havia resgatado, ou seja, numa descida próxima a porteira.

Retornei alternando caminhando e trotando, já pensando, “Será que a bike vai estar lá me esperando, será que algum “experto” se apossou dela covardemente?”, nessa altura do campeonato seria bem aceitável. Mas depois de alguns metros eu a avistei feliz em me ver e eu mais ainda. Desta vez eu amarrei “com gosto” a caramanhola com as cordas que ajustam a boca do alforje.

Daí para frente posso dizer que foi um dos dias mais lindos, com muitas fotos, uma redenção ao dia anterior. Parecia que a Natureza queria fazer as pazes comigo pedindo desculpas pela judiação.

As imagens acima já dizem tudo, ou quase tudo de prazeroso que foi esse dia, praticamente não sentia a ferida do joelho ardendo quando por algum instante parava de pedalar ou inchando diante do repouso não respeitado. Até corsa, aquela espécie de veado brasileiro, o original, por favor, eu vi, e eram dois! Não bati foto por pura preguiça ou cansaço, como era a minha primeira experiência nesse tipo de jornada não tinha a noção de que não há importância no tempo perdido em registrar um momento deste. Dois veadinhos saltitantes no mato, que meigo não!?

Mas deixando a veadagem para lá, não me recordo de nenhuma das subidas e descidas que superei, alguma que já não fizessem parte “contratual” do Caminho. À exceção de uma. Essa merece um comentário à parte. Quando já me aproximava de Águas da Prata, quando exatamente eu via um trecho de asfalto a minha frente, meu oásis naquele deserto de subidas e descidas, vejo uma placa à direita, estrategicamente posta a alguns metros do asfalto.

Pensei, “bobagem, deve ser apenas mais um caminho de terra até a cidade”. Ledo engano, era na verdade uma descida TE-RRÍ-VEL onde acredito só passava veículos de empresas dessas prestadoras de serviços tais como água e energia. Foi sem noção tamanha a inclinação acompanhada devidamente por cascalhos e pedras. Acredito que até para caminhantes deveria ser judiação aquilo. Eu já com o joelho a meio-pau se tornava mais difícil ainda, descer montado na bike era morte na certa. Para os praticantes de Down Hill deve de ser um Hopi-Hari. Nas descidas era quando o joelho se fazia presente doendo, considerando ainda que eu tinha que segurar a bike para
ela não descer primeiro que eu.

Felizmente o solo estava seco, porém com o cascalho, parecia que eu estava pisando em bolinhas de vidro. Às vezes pensava, “Será que é por aqui mesmo?”, mas mais à frente lá estava a setinha amarela, “É por aqui mesmo chão!”. Lamentei não ter pegado o asfalto, por vezes, pensei se valeria a pena voltar pelo asfalto mas teria de subir o que desci então...continuei descendo pensando que daquele jeito “todos os santos ajudam”.

VIDEO CLIP - 2º Desafio Caminho do Mar - Cubatão 20-12-09

Este VIDEO CLIP foi produzido a partir de fotos e imagens do percurso do centro de Cubatão -SP, até o topo do Parque da Serra do Mar, com um aclive de 760 metros em 8,5 km percorridos, durante o 2º Desafio Caminho do Mar.

Em seguida,logo abaixo do clip, veja os resultados:



RESULTADOS

Fotos da concentração, da chegada, do pódio e video AQUI!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

EDVANDO DE SOUZA CRUZ conquista o Prêmio BRASIL OLÍMPICO 2009


Um dos maiores heróis do Mountain Bike da atualidade em cerimônia promovida pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro), melhor dizendo, Edvando de Souza Cruz, há poucos instantes acaba de conquistar por méritos próprios o Prêmio Brasil Olímpico 2009. Este prêmio é dado, todo ano, ao melhor atleta de cada modalidade olímpica e coube ao Edvando, esse moço que é reconhecidamente um exemplo de ser humano para toda a família do mountain bike brasileiro.

Modestamente, eu, Professor Arnaldo, nestes últimos cinco anos, tenho a primazia de receber o carinho desse atleta que enche de orgulho a todos nós. Por meio de meus arquivos, apresento no Blog do Professor Arnaldo, uma sequência de registros fotográficos, que marcam a carreira deste brilhante atleta.

Nas fotos, muitas vezes, ele está presente com seu pequeno filho, numa demonstração clara de um pai exemplo, para que desde pequeno ele possa perceber o valor do esporte na vida de uma pessoa.


Entrevista, em primeira mão, dada por telefone, ao Professor Arnaldo:

Enquanto compilava este artigo, consegui falar por telefone, com o nosso querido Edvando:

– Boa noite professor Arnaldo. Realmente, me sinto muito feliz pelo premio de hoje, principalmente, porque ele não vem de uma vitória em um circuito de Cross Country. Saber que um conjunto de jornalistas, especialistas em esporte e mídia esportiva, avaliou minha atuação como atleta e entenderam que sou merecedor desse prêmio, dá uma dimensão muito grande para minha vida como pessoa que vivencia o mountain bike a cada dia.

– Sabe professor, penso que tenho condições de participar de muitas provas intencionais e me sinto preparado para representar bem nosso país. Na verdade, a base de um atleta é estar motivado. A maturidade me trouxe tranqüilidade para buscar na motivação de competir, a capacidade de enfrentar novos desafios; desafios esses, que entendo estar apto a ultrapassá-los.

Em fim, neste ano de ótimas notícias para o esporte brasileiro, como a Copa do Mundo de futebol no Rio de janeiro em 2014 e da Olimpíada em 2016, também na cidade maravilhosa, saber que nosso Edvando de Souza Cruz é nosso expoente máximo, nos enche de orgulho e alegria.

A família do MTB brasileiro está em festa! Obrigado Edvando por nos dar essa felicidade!

Imagens das glórias e amigos de EDVANDO DE SOUZA CRUZ:

domingo, 20 de dezembro de 2009

2º DESAFIO CAMINHO DO MAR: Ciclismo de Estrada e Mountain Bike na mesma festa!

A LIESP (Liga de Ciclismo do Litoral do Estado de São Paulo), neste domingo dia 20 de dezembro, promoveu o 2º Desafio Caminho do Mar, que consistiu em vencer 760 metros de aclive entre Cubatão e São Bernardo do Campo pela Estrada Velha de Santos, em um percurso de 7,5 km, além dos mil e quinhentos metros de deslocamento até o pé da serra.

Centenas de ciclistas, divididos em de 24 categorias, entre aficionados por Mountain Bike, Ciclismo de Estrada e Academias, que reuniu praticantes das duas modalidades.


Ciclista "esperto" foi de Buzão

Como a largada se deu no centro da cidade de Cubatão e o termino se deu no topo do Parque da Serra do Mar, a Organização em parceria com a GERNA, disponiblizou um "Super Buzão", que tinha sob o comando do "bólido" o Gerson, um camarada descaradamente amigo dos bikers, pois o veículo era dotado de acomadoções magníficas para as magrelas, bem como cercada de ótimo conforto para os competidores. Também a pintura da "máquina" é digna de nota, estilizada mesm!

GPS, controle de frenagem, câmera de ré, freios ABS e outros detalhes, deram confiança para os traslados, além de uma pontualidade britânica, sem contar com a notável boa vontade do comandante do "Super Buzão".

Assim, aqueles que optaram pelo transporte coletivo, foram à competição e retornaram aos seus lares sem nenhum estresse e com toda segurança.

Veja, em detalhes, fotos do "bólido":



Emoções na concentração dos atletas:

Como já está se tornando tradição, o Blog do Professor Arnaldo, registrou em video as primeiras emoções e uma confraternização ímpar, entre os amantes do Mountain Bike e da galera aficonada pelo Cisclismo de Estrada, tudo na maior camaradagem.

Outro destaque, foi a inversão de papéis, muitos bikers mudaram de estilo só para este deasfio, ou seja, Mountain usando bicicleta de estrada e vice-versa.

Então, curta o video:



Famosos, anônimos e familiares, todos na mesma sintonia:

Foi uma festa, centenas e centenas de pessoas entre bikers, mecânicos, Staffs de equipes e Academias, superlotaram a avenida principal de Cubatão, dando um clima de festa e confraternização, que alegrou a todos que lá estavam.

Alguns foram clicados. Veja se você foi um dos sortudos:



Visual impactante, fez parte do percurso:

Claro que escalar montanha acima pedalando e margeando a natureza, leva a belos cenários e paisagens deslumbrantes, tal qual você pode curtir agora:



Pódio: o momento sublime do 2º Desafio do Caminho do Mar:

Veja, agora, alguns momentos vivenciados por aqueles que “voaram” ladeira acima:



Antes do grande final, veja os RESULTADOS:

Para encerrar com chave de ouro, curta o 2º Desafio Caminho do Mar em um irado VIDEO CLIP

sábado, 19 de dezembro de 2009

Caminho da Fé: Das primeiras provações à dura realidade. 4ª edição - Por Paulo Ribeiro - Recife

2º DIA (2ª parte)– CASA BRANCA – VARGEM GRANDE(SERRA DA FARTURA) 42 Km

Segui continuando o Caminho.

Mas o dia seria de “grandes emoções”, em uma das diversas descidas perdi o equilíbrio ao bater numa vala e fui graciosamente ao chão. Saldo: o lado esquerdo do rosto com algumas escoriações e um calombo no malar e o joelho direito bem ralado se destacando por uma ferida em vermelho vivo, felizmente minha magrela tava inteira.
Não esperem ver fotos dessa mazela!

Não suficientemente...tavam achando demais!? Já dentro da cidade de Vargem Grande, eu estava em uma avenida digamos que principal, quando avistei um veículo que saía de uma rua perpendicular, eu parei porque já havia sofrido muitas emoções naquela manhã, mas ele parou também, posso garantir que então prossegui quando ele também prosseguiu e instantaneamente parei e ele também! Então decidi é comigo mesmo e fui em frente e ele TAMBÉM! E me pegou no lado direito da roda dianteira e me derrubou quase que me arrastando. Que susto!! Ele parou e desceu assustado, ele um cara de vinte e poucos anos, já pedindo desculpas alegando que não havia me visto pois o veículo, uma espécie de pampa, tinha película no vidro e como chovia estava fechado e embaçado.

Minha reação foi de pensar que ele havia se irritado com minha indecisão e decidido ir em frente de toda forma, isto seria bem normal no trânsito de uma cidade grande, principalmente se fosse um táxi, motoboy ou ônibus, mas ali ficaria surpreso. Ele queria me levar para um hospital pois deve ter pensado que meus ferimentos seriam em razão daquela queda. Analisei primeiro a magrela, pois não sentia nenhuma nova dor, e decidi seguir em frente, não sem antes perguntar a ele como seria se eu fosse um outro veículo ao menos do mesmo porte que o dele.

Aos sádicos não esperem fotos desse mais novo infortúnio.

Finalmente carimbei minha credencial em uma pousada que fica na área de um posto de gasolina, tentei manter contato com a Pousada de D. Cidinha mas sem sucesso (é claro!). Consegui novos sacos plásticos para proteger o alforje de guidão e uma pochete em que carregava meus documentos pessoais e ferramentas para bike.
Segui viagem até a Pousada da D. Cidinha, teria que vencer a Serra da Fartura, uma das “grand slam” que fazem parte do Caminho.

Não precisa dizer que desci da bike diversas vezes, com o joelho esfolado e a estrada escorregadia não me furtava em evitar novos tombos, seja nas descidas mais “casca grossa” ou nas subidas em que se via apenas o céu.

Cheguei por volta das 15h na Pousada, fui recebido pela sua nora Janaína, muito simpática, me ajudou a lavar a bike, recebeu as roupas que ofereci para lavar e ainda me forneceu remédio para o ferimento e por fim me instalou no quarto destinado aos peregrinos em que há vários beliches e um banheiro.

Lá eles possuem uma micro empresa que se produz de tudo, desde leite a queijos e produtos hortigranjeiros, outra informação bastante legal é que eles possuem uma bomba d’água que serve para lavar os carros com bastante pressão e rapidinho a magrela ficou limpa.

Depois de um maravilhoso banho quente, chegaram D. Cidinha e Seu Chiquinho das compras, muito falantes e receptivos trocamos diversas informações e opiniões sobre os mais variados temas. Tomei uma pinguinha caseira insistentemente oferecida. Mostrei a eles o guia do Antonio Olinto, meu guru do cicloturismo, em que sobre Vargem Grande fala também sobre a calorosa recepção também recebida quando de sua passagem por lá. Este mesmo guia foi para os fundos da geladeira secar da queda no laranjal.

Saí para uma área onde se tinha uma bela vista do vale, que servia como sala de estar da pousada, onde há uma geladeira com diversos tipos de bebida, uma televisão e os livros em que podemos deixar o registro de nossa passagem por lá. Li alguns bem interessantes.

Fui para meu quarto, colocar gelo e remédio no joelho, D. Cidinha ainda me forneceu Cataflan. Sorvi prazeirosamente uma das laranjas que peguei no laranjal das aranhas. Depois de descansar um pouco, jantei novamente como um mamute, mas dessa vez não tinha cavalinho na mesa, além de mim. Ainda comi um delicioso doce de abóbora (jerimum). Depois de mais alguma prosa me recolhi para descansar. Nova jornada me aguardava no dia seguinte.